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15042013

                       
                       
                   

                   Os implantes da marca Poly Implant Prothese foram usados em 65 países, da Europa à América Latina AFP
O megaprocesso do escândalo dos implantes mamários da marca francesa
PIP começa a ser julgado na quarta-feira em Marselha, com cerca de 5000
queixosas, a esmagadora maioria francesas, segundo a AFP. Em Portugal,
não há notícia de queixas.

               As autoridades portuguesas
tinham registado, no início deste ano, 62 rupturas de implantes mamários
desta marca em 52 mulheres. Celso Cruzeiro, do Serviço de Plástica e
Unidade de Queimados dos Hospitais da Universidade de Coimbra,
acompanhou pessoalmente cerca de 200 mulheres. Em declarações ao
PÚBLICO, o cirurgião diz não ter conhecimento de que alguma tenha
apresentado queixa contra a PIP (Poly Implant Prothese).
O
médico lembra, de resto, que não houve complicações de saúde registadas.
Rupturas, diz, existem em todo o tipo de implantes. Simplesmente
concluiu-se que a taxa era muito superior nos da marca PIP.
Uma
pesquisa no Reino Unido revelou que o gel de silicone colocado dentro
das próteses PIP não era tóxico nem aumentava o risco de cancro da mama,
mas confirmou que estes dispositivos tinham uma maior probabilidade de
ruptura.

Quando o caso foi
conhecido, a Direcção-Geral da Saúde portuguesa emitiu recomendações
para que houvesse uma apertada vigilância — cerca de 3100 próteses da
marca tinham sido adquiridas em Portugal (1500 a 1700 mulheres). Muitos
implantes foram removidos, sobretudo por prevenção.


Cinco
líderes da antiga empresa PIP, que entretanto fechou em 2010, vão agora
ser julgados por burla e fraude agravada por usarem um gel que não era
próprio. O fundador da PIP, Jean-Claude Mars, de 73 anos, que chegou a
ser detido, é a personagem central deste processo — no início dos anos
2000, conseguiu fazer desta pequena empresa o terceiro fornecedor
mundial de implantes mamários.


“Se
nem todas as mulheres têm sequelas físicas ou psicológicas importantes,
todas estão marcadas para a vida”, afirmou Joëlle Manighetti, uma das
queixosas, que teve de retirar uma prótese PIP após ter feito uma
remoção total do seio em 2009.


Um total de 65 países, da Europa à América Latina, compraram implantes PIP.


Última edição por LoRd em Qua 6 Abr 2016 - 23:51, editado 1 vez(es)
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Brejeirice ancestral decora os moliceiros


Pintor da Murtosa ajuda a preservar o estilo naïf típico dos barcos da ria de Aveiro
Publicado às 00.00



PEDRO OLAVO SIMÕES

foto Rui da Cruz/Global Imagens
José Oliveira é fiel aos temas e às técnicas tradicionais


Crica, regionalismo aplicado aos
bivalves da ria de Aveiro, chouriço ele mesmo, enchido de porcinas
carnes, mato nas bordas, daí se entendendo a espessa vegetação da orla
ribeirinha. Tudo limpinho como os painéis que decoram os moliceiros,
dignos de figurar em capas da saudosa "Gaiola aberta". Com toda a sombra
dos mais picantes pecados.


Outrora milhares,
recolhendo o fertilizante natural pela ria dado, os moliceiros genuínos,
em mãos particulares, andarão pelas duas dezenas, somando-se os que
prestam serviços turísticos nos canais urbanos de Aveiro, amiúde
despojados da identidade dos barcos tradicionais à vela. "Aquilo é muito
tuning", brinca José Oliveira, um dos últimos pintores de moliceiros,
apenas Zé Manel quando assume o alter ego que convive com o pintor de
arte murtoseiro.
Quem aprecia as pinturas brejeiras pensará estar a
ver o que vai nas cabeças dos donos de barcos, e está, mas engana-se ao
ver ali uma modernice destinada a chamar gente aos passeios pagos. As
piadas de matriz sexual existem desde sempre, a par de temas religiosos
ou patrióticos, bem como dos painéis profissionais, retratando os
mesteres típicos da ria.
Mais do que um part-time ou uma terapia
ocupacional, este é um trabalho de preservação de memória e de um estilo
naïf local, diferente do que se encontra, por exemplo, no Tejo. "Quando
venho pintar um barco, esqueço-me de quaisquer outros conhecimentos que
possa ter", explica, notando a importância de manter os "tons de pele
uniformes, sem nuances", a simplicidade do traço a negro, as "legendas
em que os erros ortográficos são propositados" ou o rigor nos floreados
(documentados em fotos da visita d'el-rey D. Carlos a Aveiro), alguns
deles aperfeiçoados por Jacinto Lavadeiro, o homem que decorava os
moliceiros antes de José Oliveira começar, há 20 anos.
"Às vezes,
tenho de inventar as piadas, mas são os clientes, geralmente, que dizem o
que querem", diz, explicando que pintar um moliceiro - apenas as
pinturas decorativas - é trabalho para 70 horas e salvaguardando todas
as suas outras guerras artísticas: "Isto é um nichozinho naquilo que eu
faço".

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