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12022017


A crise provocada pela paralisação dos familiares da Polícia Militar no estado do Espírito Santo entrou este sábado no oitavo dia, com um acordo para tentar acabar o protesto a falhar e melhorias na segurança apregoadas pelo Governo a não convencer totalmente a população.
Algum comércio na capital, Vitória, começava timidamente a reabrir. Com mais soldados nas ruas, havia esperança de que a segurança aumentasse, depois de nos últimos oito dias terem morrido 137 pessoas, um aumento de quatro vezes o número habitual de homicídios, e se terem registado mais de 300 assaltos a lojas, um número dez vezes superior à média.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que está em Vitória para tentar negociar uma solução, fez um apelo aos "bons" polícias para regressarem ao trabalho e às suas mulheres para "não levarem os companheiros a uma armadilha".
As familiares (são na maioria mulheres) dos polícias militares estão há oito dias a bloquear os portões dos quartéis, impedindo-os de sair para as rondas – é esta força quem patrulha as ruas nas cidades brasileiras. Os polícias não tentaram retirá-las. As autoridades já disseram que a acção é equivalente a greve, que os Polícias Militares não podem fazer, e começaram a acusá-los formalmente.
Na noite de sexta-feira chegou a ser anunciado um acordo para melhores condições para a polícia – que se queixa de não ter aumentos há nove anos nem ajustes à inflação há quatro, de não ter subsídio de risco, ou complemento por trabalho nocturno. Mas as mulheres não foram ouvidas e recusaram-se a desistir do protesto. “A comissão que representa as mulheres não foi convidada nem assinou nenhum documento”, declarou uma das mulheres ao jornal Folha de São Paulo. “Vamos continuar a lutar.”
O presidente da Associação de Cabos e Soldados do estado, Ricardo Martins, anunciou que se demitia do cargo por não ter conseguido convencer os associados dos méritos do acordo que assinou com o governador. “Sinceramente achei que tínhamos encontrado uma boa solução [com o acordo] mas já percebi que fracassei”.
As autoridades tinham dado um prazo aos polícias militares para regressar ao trabalho sem consequências. Se forem condenados pelo crime de revolta, podem ser punidos com uma pena que pode chegar aos 20 anos de prisão.

Efeito da austeridade

O estado do Espírito Santo aplicou medidas duras de poupança orçamental e estas reflectiram-se nos gastos da polícia, diz uma reportagem da revista Carta Capital. O salário-base dos elementos da força é o mais baixo do país. Um polícia dizia que tinha racionamento de combustível e por vezes parava rondas para não ultrapassar a quota. Outros queixavam-se de conduzir carros com pneus carecas.
 Aline Santana, 18 anos, mãe de dois filhos, disse à agência Reuters que "a maioria das pessoas percebem as suas razões", mas "uma semana neste caos não é aceitável".
Os prejuízos pela imobilização chegam aos 300 milhões de reais (90 milhões de euros). Mais de 300 lojas foram roubadas, a grande maioria, 200, na capital do estado. Os autocarros deixaram de andar em Vitória depois de motoristas terem armas apontadas à cabeça para conduzirem os veículos contra fachadas de lojas para que os ladrões as pudessem assaltar.
No sábado, começavam a circular alguns autocarros, mas só entre dois terminais. Também mais lojas reabriam. “Seguro mesmo, não nos sentimos. Mesmo estando no centro da cidade, poucos homens das forças de segurança circulam por aqui”, explicou Carlos Eduardo, gerente de uma loja de informática, à Folha. “Mas não podemos continuar fechados. Já perdemos cerca de 10 mil reais [cerca de 3 mil euros] em vendas.”

Divisão das polícias

A Polícia Civil (que no Brasil tem a tarefa de investigar crimes e não de patrulha) levou a cabo uma operação para recuperar carros roubados – só na última sexta-feira tinham sido registados 200 roubos de veículos. Um polícia civil morreu numa troca de tiros ao tentar impedir um assalto a um motociclista.
As pesadas consequências da acção no Espírito Santo provocou medos de que o protesto se replicasse noutros locais. No Rio de Janeiro há, desde sexta-feira, um pequeno protesto sobretudo por causa de salários em atraso. Mas as autoridades dizem que cerca de 97% das patrulhas estão a sair normalmente.
Também levou a duas discussões paralelas, uma sobre as medidas de austeridade dos estados, muitos deles com dificuldades em pagar a quem faz serviços básicos, e sobre a estrutura da polícia brasileira, ainda herdeira da ditadura militar, com a polícia militar a tratar do policiamento e primeira resposta a crimes, e a civil da investigação, ou seja, duas forças a tratar muitas vezes do mesmo crime, o que faz com que o país tenha, por exemplo, uma muito baixa taxa de resolução de crime de homicídio: segundo notou a especialista Samira Bueno à BBC Brasil, apenas 8% são resolvidos.

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