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05022017


Casa Branca emitiu comunicado a classificar de "escandalosa" a decisão do juiz. Minutos depois retirou a adjetivação. Governo de Trump já prometeu que irá lutar nos tribunais
Donald Trump acusou o golpe. A afronta. "A opinião deste alegado juiz é ridícula e vai ser anulada", escreveu o presidente norte-americano ontem de manhã bem cedo na rede social Twitter. Foi assim que reagiu à decisão do juiz federal de Washington James Robart, que na sexta-feira pôs um travão, aplicável a nível nacional, à ordem executiva de Trump que proibia a entrada nos EUA de nacionais de sete países de maioria muçulmana - Iémen, Irão, Iraque, Líbia, Síria, Somália e Sudão.
O governador de Washington, Jay Inslee, congratulou-se com a decisão de Robart: "Ninguém está acima da lei, nem mesmo o presidente". O volte-face provocado pelo juiz levou a que muitos viajantes que estão na posse de um visto válido se tenham apressado a comprar os bilhetes de avião, com medo de que esta janela de oportunidade possa vir a ser de curta duração. "Estou feliz por finalmente irmos viajar. Conseguimos. Nós sabíamos que éramos legais. Tínhamos razão", disse à agência Reuters Fuad Sharef, um iraquiano que há uma semana foi impedido de viajar com a família. Ontem terá seguido de Erbil, no Iraque, para Istambul, na Turquia, e finalmente para Nova Iorque.
Robart questionou a ordem executiva de Trump argumentando, por exemplo, que desde o 11 de Setembro não houve qualquer ataque terrorista nos EUA perpetrado por nacionais dos sete países visados. O juiz sublinhou que para que a ordem de Trump pudesse ser constitucional era preciso que fosse "baseada em factos e não em ficção".
O Departamento de Estado viu-se obrigado a aceitar a decisão judicial. "Revertemos a revogação provisória dos vistos [na sequência da ordem executiva de Trump]. Aqueles que tenham vistos de entrada válidos podem viajar para os EUA", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado.
Além do desabafo irado de Trump no Twitter, a Casa Branca reagiu oficialmente. "O Departamento de Justiça tenciona recorrer desta escandalosa decisão o mais rapidamente possível e assim defender a ordem executiva, que consideramos ser apropriada e dentro da lei", pode ler-se no comunicado divulgado por Sean Spicer, o porta-voz da administração de Trump. Minutos depois o documento foi substituído por um idêntico, mas já sem a palavra "escandalosa".
James Robart está no cargo desde 2004 e foi nomeado pelo ex-presidente George W. Bush. O juiz federal já tinha aparecido nas notícias no ano passado, devido a uma intervenção num caso que opôs a administração Obama à polícia de Seatlle. Em causa estava o excesso de violência policial. "As vidas dos negros têm valor", disse então Robart. A frase foi amplamente difundida nos jornais e nas redes sociais.
Em protesto contra a política de Donald Trump, o MoMA decidiu também agir de forma simbólica. Na sexta-feira, obras de artistas iraquianos, iranianos e sudaneses substituíram nas paredes do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque pinturas de nomes como Pablo Picasso ou Henri Matisse. "Este trabalho é de um artista nativo de um país cujos cidadãos são impedidos de entrar nos Estados Unidos (EUA), de acordo com o decreto presidencial de 27 de janeiro de 2017", pode ler-se agora na inscrição que está afixada ao lado de cada obra.
Ontem, igualmente em protesto contra Trump, milhares de pessoas reuniram-se em Londres no exterior da embaixada dos EUA. Ao mesmo tempo, nos EUA um movimento de resistência civil promete que durante os próximos meses irá encher de gente as ruas de várias cidades. "O país está mobilizado contra Trump. Desde os movimentos contra a Guerra do Vietname nos anos 60 que não assistíamos a este nível de mobilização política", explica ao DN o historiador Peter Kuznick da Universidade Americana em Washington.
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